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Obesidade Severa

Introdução

O cigarro e a obesidade sãs as duas maiores causas de morte que poderiam ser prevenidas. Estima-se que em 2001 morreram 400.000 doentes por causa do uso do cigarro, e 300.000 doentes devido à obesidade nos EEUU. As projeções indicam que nos próximos dez anos a obesidade será a primeira causa de morte previnivel, superando o hábito de fumar como causa de morte em quinze anos. Por outro lado os dados sobre o aumento dos índices de obesidade dos Estados Unidos são alarmantes. Estima-se hoje que 61% da população adulta e 15% das crianças são obesas; o aumento da obesidade nas crianças tem aumentado significativamente a cada década.

A principal causa de morte dos obesos está relacionada com as doenças coronarianas, facilitadas pelo estado freqüente de resistência a insulina, hiperglicemia, hiperlipemia, hipercolesterolemia nesse grupo de pacientes, o que aumenta muito a incidência de doenças coronarianas. Assim a possibilidade de um obeso morrer por morte prematura é de 50% à 100% maior do que nos pacientes de peso normal.

As causas da obesidade são múltiplas, mas os fatores genéticos são a principais causas em aproximadamente 30% dos pacientes; além disso os fatores ambientais, hábitos alimentares e outras causas hormonais, metabólicas e neurológicas também tem importância na gênese da obesidade. Portanto os casos mais graves situam-se nas faixas de IMC maior do que 40, denominada Obesidade Mórbida ou Severa e Super Obesidade quando índice de massa corpórea é igual ou mais do que 50.

Os pacientes obesos mórbidos (OM) tem comorbidades importantes, que podem ser de natureza econômica, físicas, psicológicas, sociais e medicas. As causas econômicas traduzem-se pela dificuldade no mercado de trabalho, segregação no trabalho, dificuldades físicas para locomoção, andar de ônibus, trens, metrô, avião.

A principal causa psicológica é a depressão, perda da auto estima que ocorre em 60% dos obesos mórbidos, e em 20% da população de peso normal. As comorbidades sociais são mais freqüentes nas pacientes do sexo feminino, que não freqüentam mais praias, piscinas, festas e restringem o seu campo de amizades, namoros, etc.

 

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Classificação e Cálculo do IMC

A Obesidade é classificada segundo um índice, denominado, índice de massa corpórea (IMC), que resulta da divisão do peso do paciente em kg pela sua altura ao quadrado.

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Comorbidades Médicas

A Obesidade Mórbida é considerada uma doença crônica e corresponde a uma epidemia global. No Brasil a velocidade do aumento da obesidade determina em grande impacto na saúde pública. Na América Latina é aceito que 200 mil pessoas morram anualmente devido à Obesidade; em decorrência das comorbidades relacionadas com a obesidade, hipertensão arterial, diabete melito 2, dislipemia, doença coronariana, apnéia do sono, câncer entre outros. A taxa de mortalidade é 12 vezes maior em homens entre 25 e 40 anos quando comparada a indivíduos de peso normal.

Obesidade Mórbida Grau II e III e doenças cardiovasculares

A Obesidade está associada a um aumento da mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares, em particular quando associadas à distribuição da gordura visceral, como parte da síndrome plurimetabólica.

A hipertensão arterial está presente em 25% à 55% dos obesos mórbidos, e este grau de obesidade aumenta o risco de hipertensão arterial em até 16 vezes. O resultado da combinação entre a obesidade e hipertensão é o aumento do trabalho cardíaco com conseqüente hipertrofia ventricular esquerda podendo evoluir para insuficiência cardíaca, arritmias, morte súbita e aumento do risco de acidente vascular cerebral.

Obesidade Mórbida Grau II e III e Diabetes

Cerca de 90% dos pacientes com diabete tipo 2 são obesos. A medida que aumenta o IMC há um aumento exponencial deste risco.

Obesidade Mórbida Grau III e Dislipemia

A prevalência da dislipemia em pacientes com obesidade mórbida varia entre 15% à 25%, sendo mais freqüente a presença de elevação dos triglicerideos, diminuição do HDL - colesterol. Na obesidade predominantemente visceral (homens) poderá ocorrer aumento do LDL - colesterol.

Obesidade Mórbida Grau III e Colelitíase

A Colecistopatia é um problema comum presente em cerca de 25% a 45% dos obesos mórbidos segundo a Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica. Os fatores que predispõem à formação de cálculos biliares são: diminuição da motilidade da vesícula biliar e aumento na saturação do colesterol da bile.

Outras doenças do trato gastrointestinal podem estar associadas com a obesidade, como por exemplo o refluxo gastroesofágico esteato-hepatite e câncer coloretal, aumentando ainda mais a morbidade desses pacientes.

Obesidade Mórbida Grau III e Câncer

A Obesidade tem sido associada a um elevado risco para diferentes tipo de câncer. Em mulheres o câncer de mama e de endométrio estão entre as neoplasias malignas mais encontradas associadas à Obesidade. O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e o aumento do índice de massa corpórea, especialmente após a menopausa é um fator de risco para esta doença.

O câncer do endométrio também é freqüente acometendo 20% das mulheres que tem sangramento após a menopausa. O câncer coloretal associa-se à ingestão excessiva de ácidos graxos (gorduras) de origem animal e ingestão deficiente de frutas e verduras, ricas em betacaroteno e anti-oxidante. Um estudo entre a relação do peso corporal com incidência de câncer demonstrou que o câncer de cólon foi mais freqüente na Europa.

Obesidade Mórbida Grau II e III e Apnéia do Sono

A Síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS) é uma doença crônica e progressiva e em obesos mórbidos a sua incidência ultrapassa 50%. A causa provável da obstrução intermitente das vias aéreas superiores consiste na combinação da constituição física do obeso com relaxamento da musculatura faringeana, induzido pelo sono.

Obesidade Mórbida Grau III e Artropatias

A Obesidade Mórbida é um dos fatores predisponentes para desenvolvimento da osteoartrite. Quanto mais o índice de obesidade, maior a prevalência de osteoartrite, sendo o joelho a articulação mais afetada.